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Novidades no setor de energia solar

Muito se sabe sobre os benefícios da energia solar, desde a questão do excelente retorno financeiro até questões de sustentabilidade, porém alguns obstáculos impedem um crescimento ainda maior da energia fotovoltaica no Brasil.

Um ponto que ainda inviabiliza alguns projetos é a regulação vigente. A compensação de créditos só pode ocorrer se o ponto de geração e de consumo estiverem dentro da mesma área de concessão, ou seja, no caso de Santa Catarina, a CELESC. Vamos citar um exemplo no qual um cidadão mora num apartamento em Joinville, mas possui um terreno inutilizado no interior do Paraná. Hoje, ele não poderia realizar o sonho de possuir sua própria usina de energia solar, pois todo o crédito gerado no estado vizinho não poderia ser usado aqui,  e ele não teria área para instalar seu sistema em Joinville.

 

Tivemos boas notícias recentemente:

A Associação da Indústria de Cogeração de Energia (COGEN) e o governo do Estado de São Paulo fizeram um acordo para testar uma novidade no setor de geração distribuída no Brasil: a compensação de energia com unidade de consumo e ponto de geração localizados em concessões de diferentes distribuidoras. Por exemplo, alguém que gera energia em Santa Catarina e está conectado à rede da CELESC, sendo assim poderia utilizar os créditos numa residência localizada no Paraná, através da rede da concessionária COPEL.

A tarifa de energia é a principal referência econômica para o consumidor optar pela geração distribuída. Porém, essas tarifas são diferentes em cada distribuidora. Essa variação, a princípio, é uma barreira para a proposta da Cogen.

Se estuda criar dois mecanismos para resolver o problema. Um deles é o conceito de equivalência. O que se pensou em fazer: eu gero 300 kWh na distribuidora A, só que na distribuidora B o KWh é mais caro. Portanto, esses 300 KWh equivaleriam a 290 KWh na distribuidora B. Então seria feito um balanço em função das tarifas para ninguém ficar com o prejuízo.

Outra alternativa?

Outra proposta pretende resolver o custo operacional dessa transação de compensação de créditos entre as distribuidoras. Para tanto, seria criado uma tarifa de transação, como é feito pelo sistema bancário, capaz de remunerar esse novo custo operacional. Essa tarifa de compensação seria paga pelo consumidor beneficiado pela transação. Não é justo que a distribuidora faça uma gestão dessa sem considerar o custo.

A ideia é que o piloto seja testado já em 2018. Inicialmente, até para fins de aprendizado, a compensação dos créditos gerado ocorrerá semestralmente e não mensalmente como é hoje. A documentação formalizando a proposta deverá ser enviada para aprovação da Aneel ainda neste mês.



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